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Paço Imperial, Rio de Janeiro
Em dezembro de 2005 fui ao Rio de Janeiro para conhecer o espaço do Paço Imperial, lugar que seria sede da mostra itinerante Paradoxos Brasil em junho de 2006.

Entrei no Paço observando tudo por onde passava, a bancada de entrada, as obras no pátio externo, o café, a escada. Até que me deparei com um vigilante. Parei para pedir informação, queria saber onde estava a coordenadora do espaço expositivo para quem eu deveria me apresentar. Ele me respondeu muito gentilmente, com um sorriso cativante.

Segui meu caminho, cadeiras, lixeiras, portas. Entrei numa exposição. Outro vigilante estava na entrada, me orientou como eu deveria interagir com as obras da exposição. Visitei toda a mostra e entrei em outra. Uma sala cheia de fitas largas de plástico que cortavam em diagonais todo o espaço. Me perdi caminhando entre as fitas, até que outro vigilante me viu e avisou que eu deveria sair pela porta da direita.

E foi assim que decidi homenagear os vigilantes do Paço Imperial, pessoas de extrema educação, bem orientadas e de fácil comunicação. Então, produzi nove cadeiras (número de vigilantes presentes no espaço expositivo) iguais as dos vigilantes, utilizando quatro cores vibrantes. E para diferenciá-las e personalizá-las, intitulei cada cadeira com o nome de um vigilante.

O ponto negativo foi não ter tido a oportunidade de conversar com eles depois de montada a mostra, pois o lugar estava fechado durante o período da montagem, e os vigilantes foram dispensados do seu serviço. Gostaria de ter explicado pessoalmente a homenagem a eles.

Laura Cogo, 2006